Quais bebidas aumentam a glicemia?
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As bebidas que trazem carboidrato são o grupo que eleva a glicemia mais rápido; a forma pesa tanto quanto o conteúdo. Refrigerantes açucarados, sucos de fruta e bebidas quentes adoçadas entram aí. O leite também vem com o carboidrato dele. Já a água pura, o chá puro e o café puro não trazem nada dessa carga.
A diferença está no estômago. Um bocado sólido primeiro se desfaz, depois passa ao intestino em pedaços pequenos, e isso leva um bom tempo. O líquido pula essa fila. A maior parte dele sai do estômago antes do sólido, e o carboidrato que chega cedo ao intestino se absorve cedo. Um estudo que mediu a velocidade de esvaziamento do estômago encontrou uma ligação estreita entre essa velocidade e o pico da subida.
A segunda diferença está na mastigação. Mastigar e engolir um bocado leva minutos. Beber a mesma energia leva segundos. A mastigação alonga o tempo e aciona os sinais de saciedade. Acredita-se que a energia vinda do líquido não produza esse mesmo sinal com a mesma força. A diferença se concentra em quanto tempo o mesmo carboidrato leva para entrar.
| Bebida | Carboidrato | Observação |
|---|---|---|
| Água, água mineral pura | Nenhum | Recomendação principal de bebida nas diretrizes globais |
| Chá puro, café puro | Nenhum | Com açúcar ou leite, o quadro muda |
| Refrigerante açucarado | Alto | Chega sem mastigação e sem fibra |
| Suco de fruta | Tem | O sem açúcar adicionado também entra neste grupo |
| Leite, bebida com leite | Tem | A lactose está ali naturalmente; a gordura e a proteína mudam a velocidade |
| Bebida vegetal | Depende do rótulo | Há diferença entre a versão pura e a adoçada |
Uma bebida vai sozinha ou junto com o prato? Essa pergunta muda o resultado. Quando uma bebida açucarada vem sozinha, a curva sobe íngreme primeiro e depois cai rápido. Quando a mesma bebida acompanha uma refeição sólida, a resposta total fica abaixo da soma das duas respostas separadas, e a descida seguinte fica mais suave. A resposta à mesma refeição também varia de pessoa para pessoa. Mesmo copo, curva diferente.
A cafeína é um capítulo à parte. Estudos de curta duração que deram cafeína pura encontraram queda da sensibilidade à insulina em pessoas saudáveis. O café como um todo não deu o mesmo resultado. Para o café, os dados de observação de longo prazo apontam outra direção.
A bebida que chega à mesa de manhã aumenta em silêncio o total do dia. O copo grande na mão dentro do ônibus, a garrafa ao lado da mesa de trabalho e o segundo copo no sofá à noite não aparecem no prato, então ficam fora da conta. Um copo no intervalo do almoço entra no mesmo total.
As diretrizes globais tratam a água como bebida principal e sugerem trocar as bebidas açucaradas por água ou por opções que não trazem energia. Olhar o rótulo de uma garrafa serve tanto quanto olhar o que está no prato. Acompanhar o líquido costuma ser mais fácil, porque as bebidas vêm em unidades que dá para contar.
Fontes consultadas
- American Diabetes Association Professional Practice Committee. 5. Facilitating Positive Health Behaviors and Well-being to Improve Health Outcomes: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S89-S131. doi:10.2337/dc26-S005
- World Health Organization. Guideline: Sugars Intake for Adults and Children. Geneva: World Health Organization; 2015. ISBN 978-92-4-154902-8.
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- Shi X, Xue W, Liang S, Zhao J, Zhang X. Acute caffeine ingestion reduces insulin sensitivity in healthy subjects: a systematic review and meta-analysis. Nutrition Journal. 2016;15:103.